domingo, 6 de maio de 2012

"POBRE E EM REDUZIDA QUANTIDADE"


O que se lê no JN, acerca do que comem as crianças, nas escolas, é
assunto muito sério. E o que parece ficar claro, na reportada
situação, é que as empresas do ramo, para ganhar o concurso, "esmagam"
até ao impraticável, confiando que as crianças tudo engulam…Mas aquilo
que nos é mostrado mais parece daqueles concursos em que os chefs
exibem a sua criatividade, com um "nico" de comida no meio do prato e
umas pintinhas à volta.


Na verdade, é tão incomodativo um prato a transbordar como deprimente
o que se vê na foto. As crianças, pessoas em fase de crescimento e com
imensa actividade física e mental, têm necessidade de cuidados
alimentares que não se compadecem com os critérios de rentabilidade da
indústria da comida.


Oxalá não estejamos a regredir ao tempo em que comia quem tinha e
levava de casa, com professores confrontados com crianças mal vestidas
e subnutridas, havendo histórias como a do miúdo que se lamentava, ao
pai, por ser constrangido a dizer na escola que só comia sopa, ao que
o progenitor, pobre bem humorado, lhe mandou que, da próxima vez,
dissesse ao mestre que tinha comido lagosta; mas quando este,
desconfiado, quis saber se comera muita, o pobrezinho respondeu "três
tigelas" …



GÓRGIAS
A CADA PASSO A BARBÁRIE


O degradante espectáculo que o JN nos mostrou, de um cavalo que
agonizou até à morte amarrado na beira de uma estrada, dá só uma
pálida ideia das arrepiantes atrocidades infligidas a estes animais.


Vivendo em estado semi-selvagem, não só provocam acidentes, sobretudo
em estradas de montanha, de que acabam por ser também vítimas, como
são deliberadamente mutilados e abatidos a tiro por aqueles a quem
causam graves danos nos campos cultivados.


Mas como esperar que os campos verdejantes no fundo dos vales não
sejam apelo irresistível, se no alto dos montes, onde são largados, a
seca prolongada e a praga dos incêndios lhes roubam a comida ?


Desconheço o enquadramento legal, ou sequer se existe, para esta
situação, mas ele é imperioso para protecção das bestas e
ressarcimento dos prejuízos causados. De facto, sendo marca de
sociedade organizada a concomitância de direitos e deveres, percebe-se
mal que os garranos não transportem a identificação dos donos…


GÓRGIAS
AS PICARDIAS DO ESFARRAPADO AO ROTO


De um livrinho muito proveitoso que me foi oferecido, com o título
"Ágape", do padre brasileiro Marcelo Rossi, sirvo-me do exemplo da
mulher que passava parte do tempo observando, através da vidraça, a
vizinha da frente e, quando o marido chegava do trabalho, apontava-lhe
as roupas "sujas" estendidas na varanda, verberando o desleixo posto
na lavagem; cansado da maledicência da companheira, o bom do homem
recomendou-lhe que lavasse os vidros…


De facto, aquela santa alma conseguia ver sujidade nas roupas da
vizinha, do outro lado da rua, e não via a imundície em que tinha a
sua própria janela, através da qual fazia aquele juízo; e é uma coisa
assim parecida que vimos observando entre PSD e PS.


Como o "buraquinho" da Madeira lhes caiu em cima na pior altura, há no
PSD quem pareça rejubilar com os números acabados de sair do INE,
relativos à primeira metade do ano; do mesmo modo, para o PS, o
descalabro na Madeira aparece como tábua de salvação, e assim se
consolam arremessando uns aos outros as respectivas "medalhas". E o
povo é tido como se não passasse de uma multidão de amebas!


GÓRGIAS





.
DO DIZER AO FAZER HÁ MUITO QUE VER


O famoso ministro "Álvaro" é de uma tal fragilidade que nem consegue
defender os seus pontos de vista em linguagem escorreita, sem recorrer
a truques e remoques perfeitamente desconexos das questões com que é
confrontado.


De facto, a forma e o tom descabelado com que acusou o deputado
Agostinho Lopes de uma coisa que ninguém viu ele fazer; o pouco caso
com que abordou o trabalho reconhecidamente meritório prosseguido por
Basílio Horta, enquanto colaborador do anterior Governo, mostram-nos
um governante inchado de insuficiências.


O verdadeiro problema é que governar um país é difícil; governá-lo em
períodos de grande turbulência, como são os que agora vivemos, requer
homens de rija têmpera e muito competentes. Lia sempre, na
descontinuada NS, o artigo de Álvaro Santos Pereira e tenho a nítida
impressão de que ele, uma vez no Governo, depressa terá concluído que
"do dizer ao fazer há muito que ver" …


GÓRGIAS
LITERALMENTE ENTREGUES À BICHARADA



A informação que nos vai chegando, relativamente à EDP e concorrência,
parece-me tão absurda que custa a crer que não estejam a brincar, mais
uma vez, com a paciência das pessoas…


É que a ser verdade o que se lê e ouve, que, para obrigar os
consumidores a mudar de fornecedor, vão agravar os preços de três em
três meses, faz-me desconfiar que nos esteja a ser servida a mesma
patranha de concorrência que se verifica nos combustíveis.


Quando o que seria curial era ver as companhias que vão entrar no
mercado oferecer condições aliciantes para motivar as pessoas a mudar,
ameaçam-nos de forma inqualificável.


Já há sítios onde a distribuição da água, entregue a privados, faz o
cliente cometer o crime de abrir as torneiras directamente para o
esgoto porque, se não consumir o volume predeterminado, vê a factura
agravada.


E como assusta, Senhor, que a nossa terra possa estar a
transformar-se, a cada dia que passa, numa subespécie de Calábria, com
organizações sem rosto abocanhando tudo quanto é essencial no dia a
dia da gente!

GÓRGIAS
QUE TOLERÂNCIA PARA O INTOLERÁVEL ?


Quando alguém sugeriu a Paul Claudel mais tolerância, o diplomata e
escritor francês respondeu: "Tolerância? Há aí casas para isso!". E é
isto também que deve ser dito, por toda a Esquerda, ao orçamento que
está para ser discutido. E se é verdade que não impedirão a sua
aprovação, ao menos não darão à Direita o gozo de se lambuzar com
votos que não merece e não respeitará.


Ao tentar defender-se com o inesperado da crise que avassalou o mundo,
o chefe do anterior Governo ouvia dos adversários que um líder
político competente deve prever os acontecimentos, assim uma espécie
de bruxo; agora que detêm o poder, os que imaginam agir quando falam,
só sabem falar de buracos a mais buracos, para explicar as
malfeitorias que nos querem descarregar em cima.


Quando foi ministro das finanças, ao saudoso prof. Sousa Franco foi
perguntado se era verdade que havia um buraco nas contas herdadas,
como uma proeminente figura do Governo tinha deixado escapar; mas, a
esta questão, o respeitado professor foi igual a si mesmo: "Isso de
buracos é linguagem de mineiros e cavadores, não de políticos e muito
menos de finanças"!



GÓRGIAS

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

POBRE CLUBE COM TAIS DIRIGENTES

Sucedendo-se uns aos outros com demasiada frequência, conseguindo
sempre fazer pior que os anteriores, elevando a "masterpiece"da
filosofia do dirigismo desportivo uma célebre frase de Pimenta
Machado, as elites dirigentes do Sporting acabam de dar mais um golpe
na credibilidade do clube.

A gente ouve as primeiras notícias e fica na dúvida se Sá Pinto terá
sido convidado para chefe da segurança, para líder de uma claque, até
que se confirma que é mesmo o novo treinador do Sporting!

Foi a melhor decisão, diz um fanático. Sá Pinto é um grande
sportinguista e se for preciso dar um soco num jogador, dá e pronto;
tem a simpatia das claques, dizem os comentadores. Pudera! E só não se
entende como não tem ocupado nelas a função de um tal de "macaco"…

Diz certo fadista que um ex-ídolo do F.C.Porto não podia ganhar no
Sporting. Que enormidade! Que me lembre, desde António Oliveira,
passando por Fernando Gomes, até Mário Jardel, foi possível ver nomes
que, tendo sido grandes ídolos portistas, fizeram levantar multidões
em Alvalade.